Como estimular em bebês o amor pela leitura – Parte 2


No post anterior falamos sobre o primeiro contato do bebê com os livros, iniciando ainda no útero materno e passando pelos primeiros meses de vida. Se você perdeu a Parte 1, clique aqui.

Hoje falaremos de bebês um pouquinho mais velhos e de dicas muito simples e diretas, que farão com absoluta certeza qualquer nenê se encantar pelo maravilhoso mundo das histórias.

Antes de começar, gostaria de contar como me sinto feliz e realizada por todo esse processo estar acontecendo dessa maneira tão tranquila. Sempre amei os livros, e sempre sonhei em ter filhos (ok, confesso, sempre sonhei em ter uma FILHA com quem compartilhar essa paixão.) Ensiná-la a gostar de ler tem sido a experiência mais linda de toda a minha vida. Por isso esse post é muito especial pra mim. Espero que vocês gostem. 



DE 6 MESES A 1 ANO

Se você seguiu as dicas que mencionei anteriormente, seu pequeno já gosta de manusear um livro em suas mãozinhas, e se interessa pelas figuras coloridas. Aconselho que nessa fase você continue a dar preferência a livros com mais imagens e menos texto. Caso os livros que você tiver em casa tenham bastante texto, acho legal esquecer a história e se concentrar só nas figuras, pois seu bebê ainda não tem a paciência de ficar quietinho ouvindo você ler o texto, ele quer mesmo é virar a folha logo para ver outra coisa legal. Rs.

Dica: A dica mais valiosa que posso dar pra você é: não adianta você dar o livro na mãozinha do pequeno e ir fazer algum serviço da casa. O que vai deixa-lo interessado é O SEU INTERESSE. Você deve sempre ler com ele, utilizar um tom de voz empolgado e sorrir bastante durante todo o processo. Mostre como você acha aquilo legal. Aproveite o momento da leitura pra sentar ou deitar bem juntinho com seu filhote, o abrace e faça carinhos. Ele sempre vai associar a leitura com um momento de intimidade, segurança e muito amor entre vocês.

O gostoso de ensinar um nenê novinho a gostar de ler é que você percebe seu aprendizado e evolução muito rapidamente. Quando comecei a trabalhar com as figuras com a Emily, eu a sentava no meu colo, pegava um livrinho, e ia mostrando as figuras e falando seus nomes. “Filha, esse é o cachorrinho. Ele faz au-au. Esse é o gatinho, ele faz miau. Olha a florzinha. Aqui está o peixe.” Etc.
Depois de um tempo, quando sentava com ela e abria o livro, ela gostava de apontar as figuras que ela queria que eu dissesse o nome. Muitas vezes ficávamos na mesma página por muito tempo, e ela perguntava vááárias vezes a mesma figura. Era muito divertido e fofo, principalmente quando era um livro novo e tinha palavras que ela ainda não conhecia. Ela apontava perguntando o que era e eu dizia. Aí ela me olhava e falava “Ãhn?” E ficava pedindo pra eu repetir a palavra. Hahahahaha!!

Depois passamos para a fase em que eu perguntava “Onde está a flor?”, e ela apontava com o dedinho. É incrível a quantidade de informação que esses pequenos conseguem guardar! E às vezes você fala uma palavra só uma vez e acha que eles nunca vão saber, mas eles sabem! Por isso não pergunte só das figuras mais comuns, inclua sempre as palavras novas também, assim você melhora constantemente o vocabulário do seu filho.

Aliás, é por isso que eu tento sempre comprar livrinhos novos pra ela. Não que ela enjoe (bebês não enjoam de nada, amam ver tudo milhões de vezes!), mas gosto que ela tenha um vocabulário bem amplo. Acho que ela fica muito feliz e orgulhosa por entender tanta coisa sobre o mundo onde ela vive.

Outra dica importante: Quando ela apontava para a figura errada, nunca falei “Não, não é esse.” Percebo que ela quer desesperadamente me agradar, e se eu corrigisse dessa maneira ela poderia se sentir insegura e achar que eu não estava feliz com seus esforços. O que sempre fiz foi o seguinte. Se eu pedia pra ela apontar o tigre e ela apontava o leão, eu falava “Esse é o leão, amor, o tigre é esse aqui”. Assim, percebia que ela nunca ficava brava ou nervosa quando a corrigia, e encarava somente como uma ajuda que eu estava dando a ela para poder acertar. Assim, consegui sempre manter um sorrisinho lindo em seu rosto que demonstra o orgulho que sente de si mesma por acertar.

Dica de livro 1 - Você viu o coelhinho?

Para essa fase procurem livros com texturas diferentes, para que o bebê possa passar o dedinho e estimular seu sentido do tato, além da visão e audição. Esse é maravilhoso, pois além de ter várias texturas ele ainda tem as portinhas para o bebê abrir e encontrar os animais. Lindo! 

Atualmente quando chega a hora do livrinho, ela corre pegar suas bonecas e senta com elas no Cantinho da Leitura. Quando falo pra passar o dedinho no livro ela pega as mãos das bonecas e faz com que elas passem o dedinho também. Fofura nível máximo!  
Obs: Esse é uma coleção, se não me engano tem mais 4 livros.  











DE 1 ANO A 1 ANO E MEIO (Fase onde estamos agora)

Quando ela completou um aninho e começou a se aventurar mais na comunicação oral indo além do mamã e papá, comecei a estimular que ela tentasse repetir o nome das palavras que eu ensinava a ela.  Eu mostrava a figura e falava “Essa é a nuvem. Fala NUVEM”. E ela tentava repetir do jeitinho dela. Nunca corrigi, nem falei que estava errado, qualquer som que ela fizesse tentando imitar eu aplaudia e falava “Muito bem”. Com o tempo, naturalmente a pronúncia dela foi melhorando.

Nessa fase comecei também a falar frases maiores sobre a figura. “Olha, aqui a abelhinha está voando no céu. Ela está procurando uma flor porque ela está com fome.” Percebo que ela já tem maturidade para absorver esse conteúdo sem se entediar.

Dica de livro 2 - 60 Sons: Os Animais

Esse é incrível, tem a imagem e o som de 60 animais. Além de trabalhar os nomes dos bichos, ela já imita os sons que eles fazem e já comecei a trabalhar com ela os diferentes locais onde eles vivem: floresta, lagoa, fazenda, mar, etc.

Por hoje é só, pessoal. Conforme formos entrando nas próximas fases eu volto para passar mais dicas pra vocês. Ah, e eu adoraria saber do progresso dos seus pequenos. 

Como estimular em bebês o amor pela leitura - Parte 1

Sempre fui apaixonada, maluca, aficionada por livros. Quando era solteira lia no mínimo um por semana. Tenho meus 300 livros favoritos em casa (teria muito mais, mas precisei selecionar os preferidos mesmo por falta de espaço). Por isso, sempre foi um grande sonho ter um filho (a) com quem dividir essa paixão, e que Inshalá quisesse ler meus livros um dia. Então muito antes de engravidar eu já planejava como faria pra estimular meu bebê a gostar de ler.

Alguns dias atrás postei no meu perfil pessoal uma foto da Emily ouvindo uma historinha toda feliz e com muita atenção, e choveram perguntas de como eu fiz para que ela gostasse de livros. Então vou contar pra vocês um pouco de como foi aqui em casa.


DURANTE A GRAVIDEZ



Eu acredito que este processo todo começa muito antes do bebê nascer.

No terceiro mês de gestação, o aparelho auditivo dele já está apto a perceber sons (a essa altura da gravidez, o feto está totalmente formado e, a partir daí, só vai crescer e ganhar peso). Então, ele não apenas ouve sua voz como capta outros ruídos externos. Em experiências feitas com equipamentos de ultrassom de última geração (que mostram imagens em 3D e 4D), vários bebês foram submetidos a buzinas e outros barulhos, agradáveis ou irritantes, e mostraram reações como caretas e expressões de prazer, segundo a natureza do som. 

Por isso, assim que descobri que estava grávida, comecei a ler para o bebê diariamente. É importante não só para que ele reconheça a voz da mãe, mas também para começar a se acostumar com os sons do idioma materno e a começar a gostar do ritmo das historinhas. Sim, ritmo, pois quando lemos uma história o ritmo é bem diferente de quando conversamos com alguém. Tenho certeza de que dentro do útero ela sabia diferenciar quando eu estava conversando e quando eu estava lendo pra ela. Lia de tudo, alternando livros infantis e os meus que eu estava lendo na época. Só não lia cenas violentas ou eróticas. Porque, né? Rs.

DE 0 AOS 5 MESES

Durante os primeiros meses de vida, o bebê é muito imaturo física e psicologicamente para manusear um livrinho. Então eu não dava na mão dela, mas continuei a ler pra ela. Nessa fase a visão dela ainda não era bem definida e ela não tinha a capacidade de prestar muita atenção nas figuras, então eu escolhia livros com mais texto do que figuras.

O PRIMEIRO LIVRINHO

Aos 6 meses eles já estão mais firmes e já conseguem segurar bem objetos nas mãozinhas, então acho que essa fase é a ideal para apresentar o objeto livro pela primeira vez. Pegar, tocar, amassar, sentir suas texturas, virar as páginas sozinho, tudo isso é uma grande e maravilhosa descoberta para eles. Mas para isso o livro escolhido precisa ser de um material resistente, sem risco de estragar. Também precisa ser seguro, sem partes pequenas ou soltas que possam ser engolidas.

Quando a Emily completou 6 meses dei de presente um “Quiet Book” de feltro que fiz com muito amor. Para quem não conhece, Quiet Book é um livro de tecido, com atividades que distraem o bebê, sendo ideal para levar para restaurantes ou consultas médicas, pois distraem o pequenino por bastante tempo. 


Fitas, lã, chochet e diferentes texturas para estimular a visão o tato, e porque não o paladar? :)

Nessa fase o bebê não vai ouvir historinha propriamente dita, mas vai conhecer o objeto livro, e você pode apresentar as figuras. Ex: "Olha o cavalo! Olha como o rabo dele é comprido!". Estimule o bebê a virar as páginas sozinho e a brincar com todas as texturas. 


Outro modelo muito legal apropriado para essa fase é o livro de banho, que por ser de plástico vai pra banheira ou pro chuveiro. 




BEBÊS MAIORES

Se seu bebê já é grandinho e você não fez alguma das fases anteriores, não se preocupe. Comece agora e o resultado será tão bom quanto! Estou preparando o segundo post para bebês maiorzinhos. 

Espero que tenham gostado das dicas. Um beijo!