Anotações diárias

Sempre fui daquele tipo de pessoa que se não anotar as coisas não me lembro de nada. É sério, preciso anotar tu-do! Vida pessoal, trabalho, tudo que você imaginar.

Com a filhotinha não poderia ser diferente. De cabeça nunca lembro que horas e quanto ela mamou pela última vez, que horas e por quanto tempo dormiu, quando fez cocô, etc.

Por isso eu me organizo com uma agendinha.

Minha experiência com a amamentação

Pra falar a verdade, hesitei bastante antes de decidir escrever esse post. Apesar de ter recebido alguns pedidos, é um assunto bem íntimo, e, pelo menos pra mim, um tanto quanto delicado. Mas acredito que a minha experiência possa ajudar futuras mamães a não cometer os mesmos erros que eu. Não, não diria que tenham sido erros, mas espero ajudá-las a seguir um caminho diferente.


O transporte do leite em pó

No primeiro filho ficamos sempre um pouco perdidas, né?

Mesmo as coisas mais simples (aos olhos dos outros) levamos um tempinho pra pegar o jeito.

Nas primeiras semanas depois que a Emily nasceu eu carregava a lata de Nan na bolsa dela, pra cima e pra baixo. Convenhamos que não é nada prático, por ser bem grande e pesada e esparramar leite em pó por tudo. Mas eu estava tão preocupada em aprender a ser mãe que nem me importei em procurar uma alternativa mais fácil.


Icterícia e Teste da Orelhinha

A ICTERÍCIA

Já tinha ouvido falar da Icterícia, também conhecida por "Amarelão", mas não sabia muito bem o que era.

Até que após alguns dias de nascida comecei a perceber que o corpinho da Emily estava levemente amarelado. Comentei com várias pessoas, mas todos me respondiam que era imaginação minha. Os dias foram passando e ela foi ficando cada vez mais amarelinha, até o branco dos olhos estava amarelado.

Até que uma semana depois do parto tivemos retorno no pediatra, e ele confirmou o que eu já desconfiava, que ela estava com icterícia.


Translactação - Não deixe de ler antes de dar leite artificial

Você tem pouco leite, o médico recomenda que complemente com leite artificial. Você continua dando o peito mas introduz a mamadeira com o leite em pó para ajudar a saciar a fome do filhote. Gradativamente, ele vai trocando o peito pela mamadeira, por ser mais fácil de sugar e sair muito mais leite. Até que um dia (uma semana, um mês, dois meses, isso varia) ele larga o peito de vez, mesmo que você ainda tenha leite.

Essa é a triste situação que muitas, muitas mamães enfrentam todos os dias. O sonho de amamentar escorre pelo ralo, deixando frustração, sentimento de impotência e muita tristeza.

"Mas não tinha outra maneira, fiz tudo que pude", você pensa.

Hoje eu vim contar q vocês que isso NÃO É verdade! Há sim uma maneira de tentar evitar que isso aconteça!


Amamentação: O início

A DESCIDA DO LEITE

Você sabia que dependendo do tipo de parto que escolher pode demorar mais ou menos para seu leite descer?

As mamães que optam pelo parto normal geralmente percebem que o leite desce mais rápido do que as que fazem cesárea. Os hormônios liberados durante a saída do bebê pelo canal vaginal avisam o cérebro que o bebê está chegando e assim algumas horas após o parto o leite chega.

Para as mamães que optam pela cesárea, o leite pode demorar alguns dias pra descer (isso varia muito de mulher para mulher, já ouvi casos de amigas onde o leite chegou junto com o bebê). Mas geralmente é o que acontece.


Amamentação: a preparação

Desde que descobri que estava grávida uma das minhas maiores preocupações era a amamentação. Pesquisei muito, me informei o máximo que pude e vou dividir com vocês, futuras mamães, o que aprendi.

Ouve-se muito falar em preparar as mamas para amamentar. Fala-se em esfolar os bicos com bucha vegetal ou toalha bem áspera, passar hidratantes específicos e mais um monte de coisas.

Sinceramente? Nada a ver. Você só vai estar machucando uma área que é muito sensível e que já vai estar bem maltratada no início da amamentação.

O que eu fiz e acredito que seja sim importante foi o seguinte:

Parto: o que esperar de uma cesárea

AVISO: SE VOCÊ PRETENDE FAZER UMA CESÁREA E PREFERE NÃO SABER DETALHES, RECOMENDO QUE NÃO LEIA O POST ABAIXO. 

Sempre fui medrosa pra dor. Sempre. Então parto normal não era uma opção pra mim. 

Sim, eu sei que a recuperação do parto normal é supostamente mais fácil e rápida, que é algo que as mulheres fazem há milhares de anos e que o corpo foi feito pra isso, que é melhor para o bebê e blá blá blá. 

Mas eu não queria e pronto. Acredito que essa seja uma decisão que cabe à mãe, e somente à mãe. O marido pode opinar, a avó pode opinar. Mas quem vai precisar passar por aquilo é a mãe, então não tem o que discutir.

A história da minha bonequinha

Como quase toda mulher, ser mãe sempre foi meu grande sonho. Mas os anos passavam, eu já estava com quase 30 anos e percebia que realizar esse sonho não seria tão fácil. Relacionamentos longe de perfeitos, empregos instáveis e condições financeiras dificultavam e prolongavam essa decisão.

Quando conheci o Junior no trabalho, em março de 2010, uma luzinha se acendeu lá no fundo, pois ele era tudo que eu sonhava para pai dos meus filhos. Além de lindo (quem não quer um pai lindo pra produzir filhos lindos, néam?), ele era engraçado, carinhoso, confiável e mais um milhão de outras qualidades, e me apaixonei perdidamente logo de cara.