Sempre fui apaixonada, maluca, aficionada por livros. Quando era
solteira lia no mínimo um por semana. Tenho meus 300 livros favoritos em casa
(teria muito mais, mas precisei selecionar os preferidos mesmo por falta de
espaço). Por isso, sempre foi um grande sonho ter um filho (a) com quem dividir
essa paixão, e que Inshalá quisesse ler meus livros um dia. Então muito antes
de engravidar eu já planejava como faria pra estimular meu bebê a gostar de ler.
Alguns dias atrás postei no meu perfil pessoal uma foto da Emily ouvindo
uma historinha toda feliz e com muita atenção, e choveram perguntas de como eu
fiz para que ela gostasse de livros. Então vou contar pra vocês um pouco de
como foi aqui em casa.
DURANTE A GRAVIDEZ
Eu acredito que este processo todo começa muito antes do bebê nascer.
No terceiro mês de gestação, o aparelho auditivo dele já está apto a
perceber sons (a essa altura da gravidez, o feto está totalmente formado e, a
partir daí, só vai crescer e ganhar peso). Então, ele não apenas ouve sua voz
como capta outros ruídos externos. Em experiências feitas com equipamentos de
ultrassom de última geração (que mostram imagens em 3D e 4D), vários bebês
foram submetidos a buzinas e outros barulhos, agradáveis ou irritantes, e
mostraram reações como caretas e expressões de prazer, segundo a natureza do som.
Por isso, assim que descobri que estava grávida, comecei a ler para o
bebê diariamente. É importante não só para que ele reconheça a voz da mãe, mas
também para começar a se acostumar com os sons do idioma materno e a começar a
gostar do ritmo das historinhas. Sim, ritmo, pois quando lemos uma história o
ritmo é bem diferente de quando conversamos com alguém. Tenho certeza de que
dentro do útero ela sabia diferenciar quando eu estava conversando e quando eu
estava lendo pra ela. Lia de tudo, alternando livros infantis e os meus que eu
estava lendo na época. Só não lia cenas violentas ou eróticas. Porque, né? Rs.
DE 0 AOS 5 MESES
Durante os primeiros meses de vida, o bebê é muito imaturo física e
psicologicamente para manusear um livrinho. Então eu não dava na mão dela, mas
continuei a ler pra ela. Nessa fase a visão dela ainda não era bem definida e
ela não tinha a capacidade de prestar muita atenção nas figuras, então eu
escolhia livros com mais texto do que figuras.
O PRIMEIRO LIVRINHO
Aos 6 meses eles já estão mais firmes e já conseguem segurar bem objetos nas
mãozinhas, então acho que essa fase é a ideal para apresentar o objeto livro
pela primeira vez. Pegar, tocar, amassar, sentir suas texturas, virar as
páginas sozinho, tudo isso é uma grande e maravilhosa descoberta para eles. Mas
para isso o livro escolhido precisa ser de um material resistente, sem risco de
estragar. Também precisa ser seguro, sem partes pequenas ou soltas que possam
ser engolidas.
Quando a Emily completou 6 meses dei de presente um “Quiet Book” de feltro que fiz com muito amor. Para quem não conhece, Quiet Book é um livro de tecido, com atividades que distraem o bebê, sendo ideal para levar para restaurantes ou consultas médicas, pois distraem o pequenino por bastante tempo.
Fitas, lã, chochet e diferentes texturas para estimular a visão o tato, e porque não o paladar? :)
Nessa fase o bebê não vai ouvir historinha propriamente dita, mas vai conhecer o objeto livro, e você pode apresentar as figuras. Ex: "Olha o cavalo! Olha como o rabo dele é comprido!". Estimule o bebê a virar as páginas sozinho e a brincar com todas as texturas.
Outro modelo
muito legal apropriado para essa fase é o livro de banho, que por ser de
plástico vai pra banheira ou pro chuveiro.
BEBÊS MAIORES
Se seu bebê já é grandinho e você não fez alguma das fases anteriores, não se preocupe. Comece agora e o resultado será tão bom quanto! Estou preparando o segundo post para bebês maiorzinhos.
Espero que tenham gostado das dicas. Um beijo!


