Desde que nasceu minha pequena nunca ficou doente. Absolutamente nada. Até que algumas semanas atrás, com três meses e meio, ela começou a ficar bem quentinha à noite. Sua temperatura subiu rapidamente pra quase 40°. (Abre parênteses para algo que achei super estranho. Tirei a temperatura dela com dois termômetros e deu uma diferença enorme de um pra outro, mais de um grau! Já aconteceu com vocês? Tá certo isso? Não sabia que termômetro poderia desregular. rs)
Não tínhamos o celular do médico para nos orientar, então demos um banho frio nela e levamos para o pronto atendimento.
A pediatra plantonista pediu um exame de sangue e um de urina pra tentar descobrir o que estava causando a febre alta.
A coleta do sangue não foi tão complicada como da última vez (contei a vocês nesse nesse post aqui), dessa vez conseguiram logo na primeira tentativa. Acho que por ela estar bem maiorzinha as veias não são mais tão fininhas.
O EXAME DE URINA
Bem, se o exame de sangue foi fácil de colher o de urina foi uma novela. Eu não sabia como se coletava urina de bebês, e tinha medo que precisassem pôr uma sonda nela. Mas ainda bem que é só um coletor externo mesmo que é posicionado na saída da uretra por dentro da fralda.
Achei uma imagem do Google pra mostrar como é:
É um saquinho com um adesivo na abertura. Você cola no lugar e fica esperando o bebê fazer xixi. Nessa imagem o bebê é um menino, então imagino que seja muito mais fácil conseguir coletar, uma vez que o pipizinho fica dentro do saquinho. Em meninas é bem mais difícil, pois acontece de o bebê fazer o xixi mas cair tudo fora do saquinho. E vou te contar uma coisa, se em casa parece que eles fazem xixi o dia inteiro, quando precisa mesmo acho que eles pressentem e seguram até não conseguir mais. Ficamos no hospital esperando a Emily fazer por quase três horas e nada. Então nos liberaram para tentar coletar em casa. Mesmo em casa demorou mais algumas horas pra ela fazer. De madrugada percebi que a fralda estava molhada e que havia um pouquinho de nada no saquinho. Tinha vazado a maioria. Colocamos o xixi no potinho de coleta e levamos pro hospital. O RESULTADO DOS EXAMESDe manhã eles ligaram dizendo que o resultado dos exames tinha saído e que era pra eu levar ela lá que o pediatra queria falar comigo. Já era outro médico, de outro turno. Ele me disse que de acordo com os exames a Emily estava com anemia e infecção urinária e me prescreveu um remédio. Que ela estava fazendo pouco xixi porque devia estar doendo na hora de fazer, tadinha, e que isso era devido justamente à infecção. Saí de lá direto para o consultório do pediatra dela, pois agora já era de manhã e ele já estava atendendo e eu queria confirmar o diagnóstico e saber se deveria dar o remédio ou não. A OPINIÃO DO PEDIATRA DELA Ele me disse que a anemia era tão insignificante que eu nem deveria considerar. E disse que era quase 100% de chance de ela NÃO ter infecção urinária. Ele analisou o exame de urina e disse que estava completamente normal, com exceção de uma bactéria que foi encontrada. Isso provavelmente indicava que a amostra havia sido contaminada. Acontece que para coletar a urina de bebês, se demorar muito, você deve substituir o saquinho coletor a cada 30 minutos e fazer uma lavagem completa da região, justamente para evitar contaminação. Não fizeram isso no hospital e também não nos orientaram a fazer em casa. Conclusão: horas e horas perdidas esperando e cuidando para ver se ela fazia xixi. Cara, eu fico muito indignada como os "profissionais da saúde" são despreparados! Um hospital particular e os enfermeiros e médicos não sabem desse procedimento???Bom, como ele discordou completamente do diagnóstico dado pelo plantonista, também não me deixou dar os remédios que haviam me passado. Disse que devia ser uma virose (pressinto que ainda vou ouvir muitos e muitos diagnósticos desses no futuro, pois tudo que os médicos não sabem o que é e/ou têm má vontade de descobrir chamam de "virose"), e achava melhor ela não tomar medicação nenhuma e ficar em observação. Falei pra ele que me senti bem insegura, pois foi a primeira vez que ela ficou doentinha, e eu não sabia se deveria levar ao pronto-socorro por uma febre ou não. Pedi se ele poderia me passar o celular dele para eu tirar dúvidas como essa da próxima vez. Mas ele não quis me passar, disse que não tem como me ajudar nessas situações e que o melhor a fazer era sempre levar no pronto atendimento mesmo. (Pra depois ele discordar de tudo que falaram??)SOBRE A FEBRE EM BEBÊSPerguntei qual era a temperatura considerada perigosa para bebês dessa idade, e ele me disse que até seis meses qualquer temperatura acima de 37,5° deve ser investigada. Perguntei se eu havia feito certo em dar um banho frio nela ou se deveria levar direto ao pronto atendimento. Ele respondeu que "posso dar um banho frio se quiser". Eu perguntei pois sei que pode ser perigoso mascarar o sintoma, enquanto o motivo do problema continua lá, sendo somente uma saída paliativa. Ele não respondeu a essa pergunta. Perguntei em que temperatura há o perigo do bebê ter convulsões por causa da febre. Ele me disse que isso varia de bebê para bebê. Alguns podem sofrer convulsões já com 38°, enquanto outros chegam a 41° sem problemas. Ele me disse que mais importante do que quantos graus de febre o bebê está é observar seu estado geral. Se ele está bem quente mas está espertinho, comendo, rindo e tudo não há muitos motivos para preocupação. E ao contrário, mesmo sem quadro de febre se ele estiver prostrado, largadinho, é importante consultar para descobrir o motivo. DEPOIS QUE TUDO PASSOUNo dia seguinte a febre começou a baixar, e lentamente o xixi dela foi normalizando. No final não precisou de remédio nenhum mesmo. E o que aprendi com esse ocorrido? A ficar mais insegura ainda, pois bebês ficam doentinhos, e dificilmente vai ser sempre de segunda a sexta em horário comercial. Não posso ligar para meu pediatra, então vou precisar levar minha baixinha ao hospital pra tudo, porque não sei o que pode ser grave ou não. É dose, né?
